<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073</id><updated>2012-02-15T23:39:57.860-08:00</updated><category term='sexo'/><category term='balança'/><category term='auto-defesa'/><category term='Cesária Évora'/><category term='brincadeira'/><category term='delírios'/><category term='sempre'/><category term='adulto'/><category term='perfume'/><category term='mar'/><category term='você'/><category term='conhaque'/><category term='saudade'/><category term='música'/><category term='amor'/><category term='mortes lentas'/><category term='vida'/><category term='beijo'/><category term='esperas'/><category term='fingimento poético'/><category term='limitações humanas'/><category term='coração'/><category term='amores impossíveis'/><category term='violão'/><category term='Sol'/><category term='criança'/><category term='encontro'/><category term='paraíso'/><category term='beleza'/><category term='insônia'/><category term='Manoel de Barros'/><category term='paz'/><category term='feliz'/><title type='text'>Notas de Dindi</title><subtitle type='html'>"Eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio de uma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada... só olhando olhando e pensando meu Deus ah meu Deus como você me dói vez em quando." (Caio Fernando Abreu)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>43</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7017996609958385657</id><published>2012-01-16T18:41:00.001-08:00</published><updated>2012-01-16T18:41:44.861-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sempre'/><title type='text'>O elefante branco, à espera de um prisma</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Bom, vamos relembrar o nascimento dos sentimentos: a gente engravida das sensações, as vai alimentando com estrelas, elas tomam feições particulares e passam a ter vida própria – o sentimento. Daí por diante, pouco lhe importa se você não o quer mais, ele vai crescendo, brigando por espaço, fazendo cobranças parasitas, decidindo a hora que sai o Sol. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Portanto, fica claro que a culpa é nossa, e só nossa, por tais maternidades, são nossas as sensações e os sinais que despertam o instinto tão natural ao homem de criar algo seu. Será que, por ser mulher, sou eu mais propensa a engravidar de sentimentos? Oh, diferenças insuperáveis entre o homem e a mulher... Oh, Romantismo egocêntrico, que sempre quer falar do “eu”! Mas falemos de você – através de mim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;E&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;U tinha 16 anos quando me apaixonei. Não podia beber, fumar, dirigir nem ser presa (mas a lei permite o casamento). Eu engravidei de um poema seu, belo poema, eu toda virgem, empapuçada de palavras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Existe algo esquizofrênico e muito perigoso nas palavras, que é essa história de criar universos independentes, e muitas vezes, intermináveis. E eu, apaixonada e grafomaníaca, condenei o nosso sentimento à eternidade quando o envernizei de palavras. E você, seduzido por minhas sereias literárias, achou de também me enfeitiçar com as suas (palavras, sereias...), e assim criamos verdades lindas, etéreas e intocáveis. O poder do amor me subiu a cabeça – eu ainda virgem! – desceu para o corpo, te possuiu por dentro, e trancou nossa memória amorosa por todos os lados, pervertendo a alma, santificando o corpo e maltratando o meu coração humano, doido para se sujar na lama, mas que está cego e esquizofrênico, perdido em nosso Éden já abandonado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Então, por favor, não tente procedimentos cirúrgicos. Vivo gostosamente, viajo mais de uma vez ao ano, me apaixono quando é lua cheia, faço sexo quando tenho vontade: são amores que teço e desteço, teço e desteço, a sina eterna de toda mulher, que é ser Penélope e Pandora. O mal está diagnosticado, hoje falam de gravidez psicológica, mas os sintomas são reais. Olhe bem para o meu amor, (ex) amor! Grande e grandioso, nobre, permanente solstício, todo feito de um vermelho em paz. Já não me acorda de madrugada, nem me pede novas esperanças; é amor bem-comportado, embora nunca vá chegar a ser burguês. Eu já não te acho bonito, você não me faria mulher, não pactuaria com os seus defeitos e vícios e, no entanto, te amo. Peço até desculpas. Não quero pensão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11.0pt;"&gt;Entretanto, peço licença. Meu amor, esse elefante, vai passar na sua rua, e vai te incomodar. Entre carros e passados, ele faz graça, dando suas passadas avassaladoras e musicais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7017996609958385657?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7017996609958385657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2012/01/o-elefante-branco-espera-de-um-prisma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7017996609958385657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7017996609958385657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2012/01/o-elefante-branco-espera-de-um-prisma.html' title='O elefante branco, à espera de um prisma'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7237617032142461527</id><published>2011-11-28T12:39:00.000-08:00</published><updated>2011-11-28T12:40:39.804-08:00</updated><title type='text'>O que não transborda, não mata</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;E os poetas que não me entendam mal.&lt;/b&gt; Nada contra paixões que inundam cidades, lágrimas que movem moinhos ou qualquer tipo de exagero sentimental. Faz parte da evolução do homem compreender o seu tamanho. E como tudo na vida: se transborda, é muito; se falta, é pouco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E continuaremos a fazer isso por algum tempo. Porque existe um vazio que quer desesperadamente ser preenchido, e que quando entra em contato com emoções muito intensas, acredita que sarou. Feito quando a gente arruma um machucado maior e acha que o primeiro não dói mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O problema não está em transbordar, estar em ser transbordado. Porque, no fundo, nos deixamos transbordar simplesmente por não sabermos como encontrar essa fonte de felicidade escondida por trás das nossas angústias, dos medos e desacertos, essa fonte que só pede tranquilidade pra lidar com o que quer que seja. Mas, uma vez encontrada, o mar para de fazer tsunami da gente. Mas a maresia e o seu marulhar continuam, sonoros e serenos, mostrando que há vida circulando e acontecendo em cada célula. E, sabendo o caminho, se torna delicioso transbordar pelos olhos, boca, pelos, e se perder até anoitecer, porque sabemos voltar mesmo de olhos fechados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E como tudo na vida é contraditório, que não se esqueça: o momento do desapego é o único momento passível de se eternizar. Porque, aí sim, estamos plenos. Auto-saciados. E então, o que chega, fica, mas não transborda. Não agride, só se espraia – se quisermos. Se não quisermos, pousa e vai embora. Talvez dê vontade de chorar, talvez não; e certamente a completude não é o que querem aqueles que procuram versos sombrios ou o alto-mar dentro do próprio quarto, mas quer saber? Estar pleno, do lado de alguém também pleno, é melhor do que transbordar – é ser. E isso, como seres vivos, sabemos que é bom demais.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7237617032142461527?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7237617032142461527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/11/o-que-nao-transborda-nao-mata.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7237617032142461527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7237617032142461527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/11/o-que-nao-transborda-nao-mata.html' title='O que não transborda, não mata'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-2451568523504639920</id><published>2011-10-09T19:02:00.000-07:00</published><updated>2011-10-09T19:25:08.341-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sexo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='balança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paz'/><title type='text'>Ode ao desequilíbrio</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Um deles era todo organizado, certinho. Tinha feito todos os cursos de vida e tinha ternura e plenitude pra dividir e multiplicar. E eu já me era um pouco mais equilibrada, bonita, é claro, já nem bebia tanto assim e adorava estar do lado dele, que era formoso por dentro e pacífico por fora. Depois de nadar e nadar, em pleno alto-mar eu encontrava um banco de areia, porto seguro em plena guerra, na doce liquefação sentimental que eu fazia de mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Mas ele tinha uma questão que jamais atearia fogo no meu carinho calmo: nada sabia do caos. Nunca tinha estado na sarjeta, nunca tinha se sujado, nunca tinha tomado um porre, nunca tinha sido humilhado e, com graça e louvor, alcançara aquele estado de paz, e nele ficaria. E eu, o que faria com aquele azul todo? Pintar de vermelho? Encharcar de vinho? Afogar em jazz?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Eu, não. Não o amava; e também, como amaria? Eu, geminiana múltipla. Não, não eu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Brincava de desordenar aquela paz. Ele percebia, não maldava, e logo se colocava de novo num lugar sereno, sem sereno. Eu lhe fazia convites pra chuva, ele ia, mas lá ficava como um cachorro feliz, ignorante. Eu lhe queria índio que se limpasse e dançasse, num ritual muito profundo e natural de existir e se purificar. (Ele, talvez, por força de um desejo velado, só me quisesse.)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Quando eu cansava da brincadeira, eu guardava ele no armário. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Mas eu também, pouco familiar com a ideia de que aquele ser também tinha suas complexidades, não tinha me dado ao trabalho de verificar: era escorpiano, e muito. Em seus acessos de ciúmes vi nascer o fogo nos olhos, aquela coisa, ele cheio de desdém pelas minhas meninices, e eu toda assustada e afogueada por aqueles mistérios. Ele tinha anulado em si toda a fatalidade apaixonada do veneno, e quase de propósito eu queria conhece-la, de curiosa que era. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Comecei a provoca-lo mais e mais. Ele ainda sem entender, sempre fingindo não reagir, mas do nada puf: a magia em seus olhos outra vez, crepúsculo de mil sensações, e eu espectadora, infantil. Sem querer, desfiz a sua paz. Afoguei sua vida em caos. E ainda espero que ele ressurja, fênix, pra me contar como é a paz depois da guerra, e pra dormir ao meu lado, atento e refeito, escorpiano sexual e amoroso: que ele, já sabedor de como me acalmar, aprenda, também, a me tirar a paz.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-2451568523504639920?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/2451568523504639920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/10/ode-ao-desequilibrio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2451568523504639920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2451568523504639920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/10/ode-ao-desequilibrio.html' title='Ode ao desequilíbrio'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-5492661142001364055</id><published>2011-09-12T15:01:00.001-07:00</published><updated>2011-09-12T18:51:47.089-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='você'/><title type='text'>Sobre a gratidão, sobre segundas-feiras e sobre os meus motivos</title><content type='html'>Ontem senti saudades da melancolia. Assim e por nada, saudade do vácuo que ela faz no peito e que cobra respostas, incita vontades: escrever, amar, pintar de azul as cortinas do Sol... o bem-estar, por vezes, rasa. Eu queria mergulhar no cinza pra me sentir humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meditação é linda de tal forma que faz com que qualquer sensação tenha gosto certo, e que o sentimento explore cada centímetro da alma. Faz com que, qualquer coisa, aconteça.&amp;nbsp;E foi assim&amp;nbsp;que hoje eu&amp;nbsp;acordei melancólica. Em plena segunda-feira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, sou grata. Fazendo imenso esforço, dispenso a vítima romântica, uma das minhas principais máscaras, pra agradecer, seja lá a quem for, por me dar de volta a sensação da segunda-feira, tão necessária pra me perceber, também, vulnerável. Segunda-feira&amp;nbsp;que me despertou chuvosa, por sinal (me esforço pra evitar o egocentrismo, tamanha a exatidão com que o Universo me concedeu o pedido). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer saber, eu devo lá ter meus motivos pra querer me nublar. Sabe que o ser humano é esquisito de uma maneira tão contraditória que às vezes fica mais bonito e mais entregue quando sofre? Acho que eu queria ficar mais bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a vida ainda é feita de muitos símbolos, símbolos que já estão tatuados inevitavelmente. E porque hoje é uma segunda-feira chuvosa de Lua Cheia, e porque eu sou mulher, poeta e apaixonada, eu peço melancolia, símbolo-chave pra poder (te) escrever. E quem sabe a terça-feira me ensolare os sentidos, e a Lua Cheia ache de me engravidar não de poemas, mas sim de feitiços, que vão te trazer até a mim. Aí sim, calados, não precisaremos de símbolos. E nem de segundas-feiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-5492661142001364055?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/5492661142001364055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/09/sobre-gratidao-sobre-segundas-feiras-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5492661142001364055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5492661142001364055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/09/sobre-gratidao-sobre-segundas-feiras-e.html' title='Sobre a gratidão, sobre segundas-feiras e sobre os meus motivos'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-5790051440271839779</id><published>2011-08-11T12:05:00.000-07:00</published><updated>2011-08-11T12:08:07.524-07:00</updated><title type='text'>Fundamental é mesmo o amor, não as leis de amor</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não tenho como buscar, nem quero definir, o que são todas as relações loucas e mágicas que tive a oportunidade de (bem) viver até hoje. Então não venha você me dizer como as coisas devem ser feitas, ou quando o sexo é bem-vindo, ou se é elegante ou não fazer isso e aquilo na frente dele... seja inteligente o bastante pra compreender que cada relação tem seu ritmo próprio, suas próprias verdades, uma trilha sonora solar e um momento onde ela cabe, e um momento onde ela não pode ser. Se você tentar enquadrá-la em outro modelo, em outra situação, pra forrar suas imperfeições como se forra um sofá, você vai uniformizar toda a sua singularidade. Esse negócio, também, de anular muitas relações por uma só é não perceber que uma depende da outra, é a simbiose natural do coração e da mente de um homem: todos nós precisamos alimentar todas as nossas relações saudáveis porque a cada uma delas corresponde um pedacinho do nosso corpo, um aprendizado no fundo da memória e um momento tão vivo que parece que tá pra acontecer de novo a qualquer hora. Relacionamento aberto? Não sei, talvez, se a minha bagagem cultural entrenhada em todas as minhas células permitir... mas uma relação é muito mais do que toque, do que sexo, encontros, traição. Uma relação não pode ser apagada nem transformada em nada, porque a partir do momento em que ela existe, é independente, não morre (às vezes acontece de ficar doente, aí vira ferida, mas não morre). Pare com isso de ficar rotulando as coisas! Namoro, amizade, paquera, casamento, mas que saco! Cada um sabe do olhar que lança ao outro, e não precisa de nenhuma classificação pra explicar. Se você não quiser ser corno, simplesmente seja natural, se entregue totalmente ao sexo e se esforce pra cuidar do seu amor, e pronto, sua relação não vai ser traída. Quanto ao resto, é melhor não pensar. Mas que mania o ser humano tem de ficar pensando em desgraça em vez de aproveitar esse nosso maravilhoso fardo: “é impossível ser feliz sozinho”...&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;essa sou eu falando comigo mesma, e tentando me convencer a não padronizar uma relação linda, com um moço lindo, com quem eu adoro conversar, mas com quem não preciso de palavras. Se a nossa história dá livro, eu não sei, mas música não falta pra gente duetar. Eu já te beijei de todas as maneiras, agora te escrevo sem pudor algum: vamos brindar o que é diferente e viver mais uma noite do nosso jeito, com os nossos limites, de uma maneira que ninguém pode fazer igual...&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-5790051440271839779?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/5790051440271839779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/08/fundamental-e-mesmo-o-amor-nao-as-leis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5790051440271839779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5790051440271839779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/08/fundamental-e-mesmo-o-amor-nao-as-leis.html' title='Fundamental é mesmo o amor, não as leis de amor'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7093010432187590755</id><published>2011-07-19T08:04:00.001-07:00</published><updated>2011-07-19T08:04:44.605-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coração'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cesária Évora'/><title type='text'>SODADE</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Que saudade de sentir saudade, Deus meu. Aquela saudade doída, de fechar os poros, de ferver o sangue, doença misturada de ansiedade e prazer masoquista, nostalgia e expectativas sangrentas. Saudade do beijo de saudade, do gosto que ela deixa nas tardes, do frio que ela vem dar do nada, espírito assombroso. Loucura que dá nos melhores, que venha ausente de possessividades, e doce como a chuva ácida das grandes cidades: saudade. Que quando vem insuportável, dá vontade de jogar fora, arrancar o peito. De se jogar em entregas e esperas. Megalomanizar uma coisa dentre tantas outras, esse é o papel da saudade, dar à vida uma grandeza doce de balão esvoaçante nos azuis e cinzas da memória. Saudade, essa doida, invenção humana, me diz se sou eu que tenho que te reescrever ou se ando é com saudade de mim.&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7093010432187590755?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7093010432187590755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/07/sodade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7093010432187590755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7093010432187590755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/07/sodade.html' title='SODADE'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-8839109735957122046</id><published>2011-07-17T22:27:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T22:37:11.469-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='auto-defesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fingimento poético'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='limitações humanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Poema de salvação (com dedicatória)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Como sou justa, faço poesia para um homem que precisa de poesia pra se salvar de si. A esse, meus mais sinceros sentimentos eu-liricais.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Te destrambelhando em versos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sigo provocando o que você desacredita em mim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Pra te provar que sou mais inventora&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Que romântica. Mais mentirosa que mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com umas frases suas, te transformo em música.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Me dá um sorriso: não porque eu precise disso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E sim porque ele é desculpa pro meu, e você vai gostar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Encha-me de desolhares novos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Finjo que desaprovo seu olhar cansado do mundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Que vai vir repousar nos meus seios ainda doces&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E brincar com os amores que despontam na hora de gozar... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quem sabe você não acorda (de) novo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sou doida pra ser sua amante, sua louca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sou doida demais pra tudo, mas tenho a lúcida impressão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;De que ando te amando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Tenho a nítida lucidez de que a mania de inventar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Dessa vez não vai me salvar da dor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Vou acabar por me apaixonar na vida e no papel, e você sabe:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A poesia eterniza qualquer tipo de amor. &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-8839109735957122046?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/8839109735957122046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/07/poema-de-salvacao-com-dedicatoria.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8839109735957122046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8839109735957122046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/07/poema-de-salvacao-com-dedicatoria.html' title='Poema de salvação (com dedicatória)'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-5204165449755201221</id><published>2011-07-03T12:03:00.001-07:00</published><updated>2011-07-03T12:03:39.287-07:00</updated><title type='text'>Eu não sou nenhuma santa</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Muitas vezes desejei um homem que gostasse de poesia como eu, que fosse sensível a música e a beleza da vida, que soubesse me tocar com a delicadeza de um passarinho e que não desistisse nunca de tentar voar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu encontrei. Meu homem lia tanta poesia que se desmanchava, se transformava em música e me deixava sem par. Me tocava tão leve que eu não sentia, queria tanto voar que chorava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Eu continuava o amando e chorando com ele. Por ele. Por mim, que estava presa ao lamento triste de minha fênix, que nunca conseguia renascer. Lá fora o povo sambava, bebia e ria, mas eu me contia: estava em busca de uma felicidade maior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Meu amor deu poema, deu samba, mas nunca me deu alegria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mudei o foco. Amei homens vis, brutos, solitários, velozes, ferozes, vadios, mulatos, vampiros; santos. E a todos eles tive vontade de perguntar: o que você tem de tão bom pra que pense que eu sou sua?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Desisti. Fica acordado que amor e cigarro fazem mal pro coração, pros pulmões, pra sanidade. Sem amor, o resto é brincadeira. E brincadeira tem que ser boa, porque a vida às vezes é má. Se feio, se gordo, se jovem, não sei: eu quero um homem engraçado pra rir comigo do amor (mas me amar).&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-5204165449755201221?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/5204165449755201221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/07/eu-nao-sou-nenhuma-santa.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5204165449755201221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5204165449755201221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/07/eu-nao-sou-nenhuma-santa.html' title='Eu não sou nenhuma santa'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-1629673700492251301</id><published>2011-05-25T12:23:00.001-07:00</published><updated>2011-05-25T12:23:13.156-07:00</updated><title type='text'>Meu ouro, negro</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Rio é um lugar de noites e manhãs (manhãs que começam muito cedo, noites que terminam muito tarde). Ouro Preto é um lugar da tarde. Tardes eternas, entre colchas e segredos, construções inventadas pra parecerem antigas, e o cheiro da madeira atemporal que nos liberta do espectro da tal (pós?) modernidade. Quero que essa atmosfera vire anjo das minhas noites insones, chá caseiro para acompanhar meus intermináveis estudos, universitários tal qual essa cidade é. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quero abrigar-me no frio úmido, choroso, que nada me esquenta mais do que olhar para a profundidade desse vale, que me faz pensar na vida e ter orgulho de vive-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aqui durmo bem. Acordo cheia de preguiças infantis e inconfessáveis. E quando o Sol finge que vem, eu consigo me levantar. Meu violão me chama, a cidade pede jazz, mas o meu coração quer composição própria, e o meu violão se apaixonou por esse lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O Rio parece menos sem graça daqui, porque sinto saudades. A viagem é um entre-lugar, motivo máximo para a Literatura, mas Ouro Preto é meu. Não volto, Rio, enquanto eu não te reinventar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-1629673700492251301?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/1629673700492251301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/05/meu-ouro-negro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1629673700492251301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1629673700492251301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/05/meu-ouro-negro.html' title='Meu ouro, negro'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-8912552212476599481</id><published>2011-05-16T09:43:00.001-07:00</published><updated>2011-05-16T09:43:33.810-07:00</updated><title type='text'>ESTÁ APAIXONADA</title><content type='html'>Para os defensores da liberdade dos sentidos, existe essa contradição máxima que se experimenta apaixonado: a sensação de liberdade na unidade. Sensação essa que afirmo, senhores, não se iguala a beber coca-cola no deserto, pular de bungee jumping, visitar a terra dos sonhos ou qualquer outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me ponho a mercê do desafio de fazer dar certo, acordo selado com o Cupido, esse anjo caído que assume mil formas, e me faz acreditar no abismo que já me matou tantas vezes... brinco de não lembrar do que não consigo esquecer, de não abdicar das outras paixões, mesmo querendo ficar jogada ali no canto da sala, junto com as almofadas, junto com o moço que me sequestrou do mundo... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso não abandonar a liberdade, mesmo que a embriaguez amorosa seja inevitável. O amor tem de ser luz no fim do túnel, e não rua sem saída. É preciso continuar crescendo pra alimentar essa lombriga que se aloja no coração, sem deixar que ela nos domine, porque o amor não nasceu pra comandar; o amor ama, e só. A grande armadilha desse senhor, ora Cupido, ora Afrodite; ora Deus, ora o Diabo, é essa: te dar o amor feito filho que se cuida, enquanto você gostaria de ser cuidado por esse amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe direito a fórmula desse licor dos deuses, e nem se é pura ilusão dos que acreditam. Há quem já tenha visto fadas verdes e gnomos, elefantes rosas e unicórnios; eu vejo amor. A vender minha alma, assino contrato com esse anjo enfeitiçado, e ele risca meu sobrenome na certidão de nascimento, para botar em letras garrafais: (Carolina) ESTÁ APAIXONADA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-8912552212476599481?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/8912552212476599481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/05/esta-apaixonada.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8912552212476599481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8912552212476599481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/05/esta-apaixonada.html' title='ESTÁ APAIXONADA'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-3989621669972206669</id><published>2011-04-13T19:52:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T19:53:39.594-07:00</updated><title type='text'>Rouge</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Quando dança a noite, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ruge minha fome de amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No quarto vermelho dos fundos;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas você tem dever de casa. Não vem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sonha a cabeceira da cama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Com gritos de acordar a madrugada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Homens estão prestes a se realizarem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Através de um tal escolhido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(sabe lá por quais leis dionisíacas)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E você se insinua. Mas não vem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Será que você sabe o que quer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se sabe, vê o que pede uma mulher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O teatro das promessas me entedia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Palavras quentes, deslizantes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que não me preenchem o útero&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Que mal afagam a mente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Preciso de mais pra me impressionar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se você quer ter uma mulher,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Seja seu homem;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se quer enrolá-la&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Seja, no mínimo, poeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Porque a mulher que trabalha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Estuda, se estressa, se espalha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;E ainda tem cabeça pra esperar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Um homem que não sabe chegar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vai acabar preferindo se encontrar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No colo de outra mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cc0000; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-3989621669972206669?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/3989621669972206669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/04/rouge.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/3989621669972206669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/3989621669972206669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/04/rouge.html' title='Rouge'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7914317182216988437</id><published>2011-02-26T19:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T19:53:20.784-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;“Ando devagar porque já tive pressa...”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Almir Sater&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes se chamavam nômades, hoje se diz “mochileiros”: não é de hoje a necessidade que o ser humano tem de se movimentar em direção ao desconhecido, abrindo mão de seu próprio conforto e estabilidade para tanto. A saudade é pros que ficam, porque quem vai é forçado a não olhar pra trás. Ir embora pode se tornar um vício, e não saber ficar pode ser quase tão grave quanto não conseguir partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus queridos andarilhos, foragidos de suas próprias estradas: consolam-se com a diversidade de suas fotos, com o espanto alheio, disfarçando o vazio com adrenalina. Deles havemos de captar a leveza, o jogo de cintura, o desapego às pessoas, mas também às coisas materiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus inesquecíveis andarilhos, eternos solitários: tenho a coragem de guardar cada um de vocês em mim, mesmo sabendo que jamais regressarão. Aperto no peito o desejo de que um dia vocês encontrem sua terra prometida, e finalmente descubram o que não vão achar em todas as suas voltas pelo mundo: o prazer quase proibido de ficar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pra um camaleão escorregadio, príncipe encantador num camelo: me enfeitiçou e foi embora, mas me ensinou seus feitiços sem querer.&amp;nbsp;E me mostrou que é muito melhor ficar quando se sabe ir. Obrigada.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7914317182216988437?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7914317182216988437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/02/ando-devagar-porque-ja-tive-pressa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7914317182216988437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7914317182216988437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/02/ando-devagar-porque-ja-tive-pressa.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-1634174029935175729</id><published>2011-01-26T18:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-26T18:13:12.093-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfume'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conhaque'/><title type='text'>Lança-perfume</title><content type='html'>Já fui mulher de desfilar na rua. Hoje desfila em mim essa avenida amontoada de gente embriagada por um carnaval que ainda nem aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decadente. Vazia. Suja. Escura. Bobamente feliz. As crianças com suas espumas, que perturbam a minha visão (que já não quer se esforçar muito), as gargalhadas hipnóticas, os copos de cerveja que ameaçam minha blusa branca a todo momento, as cantadas molhadas, os confetes baratos ---- e eu. Eu e minha droga louca, que não há entorpecente maior que estar apaixonado no meio de uma avenida lotada, me movendo em um carnaval antecipado do qual a minha carne se esquiva, se torcendo toda pra não chorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me embolo em mim. Parece que vou cair. Queria estar louca de conhaque, mas estou louca de amor – não sei como nem porquê. Num rápido flash onde a memória se confunde com o presente, a 28 de setembro é a Dias da Cruz dos meus carnavais de infância, das minhas alegrias doces e pueris. Passo a gostar dela. Meu desfile interno sai pra passear, e vejo minhas emoções pedindo licença, girando mais do que poderia o meu corpo fatigado de desejo não-correspondido. Um perfume me toma inevitavelmente – parece ar, mas é amor – e eu quase o pego com as mãos. Antes que eu o abrace, ele me abraça. E num delírio último, eu me desfaço no meio das ruas de Vila Isabel, tomada por uma Dias da Cruz imaginária, por uma vontade incontrolável, e por um lança-perfume inusitado que só pode ser você, meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-1634174029935175729?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/1634174029935175729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/01/lanca-perfume.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1634174029935175729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1634174029935175729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/01/lanca-perfume.html' title='Lança-perfume'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-4446746290229838443</id><published>2011-01-16T18:31:00.001-08:00</published><updated>2011-01-16T20:25:13.432-08:00</updated><title type='text'>Itabira, eu e a música do Chico</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: purple;"&gt;Me entreguei desarmada&lt;/span&gt;: redenção sem resistência, que eu não sou boba de resistir ao irresistível. Já que era Minas, eu poderia ter recitado os versos encachaçados de Drummond – sorvendo cachaça – e te fazendo aceitar que eu era, finalmente, aquela&amp;nbsp;mulher que sabe o que dizer, mesmo que as palavras saíssem rodopiando&amp;nbsp;do estômago até chegar a&amp;nbsp;boca, passando pelo coração, que dieta eficiente pro corpo e pra alma é se apaixonar. Eu sequer sussurrei doçuras, deixando meu corpo reagir baixinho, quase mudo (o que seria quase impossível). Eu deixei meu pavão misterioso dormindo, enquanto a menina acordava com os passarinhos na janela, melodiando Corinne Bailey Rae...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É que eu não queria querer mais nada. Já me satisfaria sua eloquência de sentidos e trejeitos, doce maneira de calar meu verbo voador, ou o jeito que você tem de virar minha cabeça&amp;nbsp;sem me tirar a paz. Nem poderia eu ousar algo além do nada vendo seu sorriso de quem não quer nada – que é a sua maneira de conseguir tudo – contrastando modernamente com seus olhos de azeviche – a poesia de um olhar desbanca palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E eu, que não sei renegar vício de carne e osso&amp;nbsp;sabendo que o&amp;nbsp;tédio desfila por aí sob a proteção de nossas cansadas re(o)tinas, me peguei querendo viver dessa embriaguez que, por ser leve, parecia inofensiva, mas que logo impestiou os meus versos, meu travesseiro, meu violão. Traída pela minha poesia, achei de decidir: cansei de literatura. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acho que vou fazer cinema. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-4446746290229838443?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/4446746290229838443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/01/itabira-minha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4446746290229838443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4446746290229838443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2011/01/itabira-minha.html' title='Itabira, eu e a música do Chico'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7091846721816933170</id><published>2010-12-21T07:58:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T07:58:38.489-08:00</updated><title type='text'>Mentiras sinceras (sempre) me interessam</title><content type='html'>Eu sei que você já beijou garotos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dormiu na sarjeta suja &lt;br /&gt;Já foi egoísta, instintivo&lt;br /&gt;Cruel, subversivo&lt;br /&gt;Nocivo à sociedade.&lt;br /&gt;É verdade.&lt;br /&gt;Mas é você querendo&lt;br /&gt;É você podendo se sabotar&lt;br /&gt;E pronto: eu acredito nas suas mentiras – &lt;br /&gt;Nem é preciso disfarçar.&lt;br /&gt;Te quero mesmo humano&lt;br /&gt;Não me poupe amoralidades&lt;br /&gt;E - por favor - não me poupe do clichê.&lt;br /&gt;E assim a gente vai revezando:&lt;br /&gt;Quando eu disser que te amo, &lt;br /&gt;Você diz “eu amo você”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7091846721816933170?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7091846721816933170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/12/mentiras-sinceras-sempre-me-interessam.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7091846721816933170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7091846721816933170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/12/mentiras-sinceras-sempre-me-interessam.html' title='Mentiras sinceras (sempre) me interessam'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-6490752514621324970</id><published>2010-12-02T18:17:00.001-08:00</published><updated>2010-12-02T18:17:18.239-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Partida e sem porto seguro, é mais ou menos assim que a gente se sente no meio da estrada, depois de uns 2 ou 3 amores que caíram do céu feito pingo em poça d’água, e lá ficaram: armadilhas pros meus pés descalços, cheios de calos secos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partidas que não se superam, porque eu cansei de ir embora. Cansei de renovações, socos no estômago, dilúvios cerebrais, tempestades emocionais e textos técnicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansei do equilíbrio, da independência (a minha, a do Brasil, a do mundo), da paz. Cansei de tudo que dá trabalho. Cansei de trabalhar para ansiar pelo descanso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou cancelar a terapia pra tomar banho de cachoeira todos os dias. Quando eu cansar de ser limpa, vou tomar um porre. Vou morar dentro do meu próprio abandono, me aquecer a partir do que me destrói. E torcer pra não ir embora. Mais do que ser corajosa para partir, quero ser humana: quero (saber) ficar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-6490752514621324970?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/6490752514621324970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/12/partida-e-sem-porto-seguro-e-mais-ou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6490752514621324970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6490752514621324970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/12/partida-e-sem-porto-seguro-e-mais-ou.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-3955584147070531417</id><published>2010-11-22T12:38:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T16:47:02.942-08:00</updated><title type='text'>"Mimar você"</title><content type='html'>&lt;em&gt;Não quero a receita de um soneto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra te derreter nos meus versos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tampouco te provarei ma-te-ma-ti-ca-men-te&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que há outros, melhores e mais fáceis, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que dia e noite me oferecem sóis enluarados:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não há motivos pra querer só você.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem teria eu, tão complicada, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Motivos pra buscar palavras compostas,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Olhares cubistas, dupla personalidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando me cabe bem a simplicidade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Do Nada. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah, não pretendo enfeitiçar meus quadris&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra que você desaprenda dos outros...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem quero mergulhar no segredo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dos seus&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; silêncios&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; mágicos&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para o que quero, anjo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dispenso orquestra, buffet,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estrelas, roupa de gala.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para o que quero, louco,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anuncio nesse poema tão pobre,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cheio de espaços inúteis:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aqui estou nua. Crua.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Querendo te ganhar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Te ter&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só pra ser só sua. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-3955584147070531417?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/3955584147070531417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/11/mimar-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/3955584147070531417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/3955584147070531417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/11/mimar-voce.html' title='&quot;Mimar você&quot;'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-736166617120757778</id><published>2010-10-26T19:34:00.001-07:00</published><updated>2010-10-26T19:34:24.092-07:00</updated><title type='text'>As lentes ébrias do bem e do mal</title><content type='html'>Dia desses acordei e, durante aquele breve instante em que você vai se dando conta de quem é e onde está, lembrei que era míope e logo me dei conta: não fazia idéia de onde estavam minhas lentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia anterior explica: eu e minha amiga no bar. Eu e minha amiga muito bêbadas no bar. Eu e minha amiga muito bêbadas na casa dela. Eu sem caixinha de lente. (...) --- e dia seguinte! Minha memória não conseguia ir além disso e eu não conseguia ir além do colchão porque as coisas não passavam de vultos sem nexo algum. Sem lente, sem óculos, sem memória, sem dignidade: essa era a minha situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei a lente em todos os potinhos possíveis que eu poderia, alucinada, achar que convinha guarda-las. Eu nunca, nem em outros mil porres, nem nos meus piores dias, tinha esquecido de guardar as lentes – ainda que nos lugares mais improváveis – porque elas eram meu xodó, minha alforria do estereotipo nerd, meu tratado de paz com o espelho; não era possível que o meu eu bêbado me desapontaria tanto assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora, desisti e fui embora arrasada. Passei o dia em casa, de óculos, cabelo pro alto, comendo muito, disposta a me tornar um ogro gordo e solitário até ter dinheiro pra comprar outro par. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no dia seguinte vieram as vozes. E elas não paravam de me mandar buscar o que era meu, e eu fui. Entrei no quarto dela certeira, fui direto no armário e abri o pote que me viera a cabeça: lá estavam elas. Nem eu mesma acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, senhores, principalmente naquele dia, eu percebi que Deus existia, e que, ao contrário do que muitos pensam, chega a conversar conosco sem intermediários. Mas uma coisa é certa: o paraíso é um marasmo, por isso somos as marionetes de sua divina comédia. E nada me tira da cabeça que quando eu botei aqueles lentes nos olhos de novo e enxerguei o mundo com nitidez, era ele que me olhava no espelho dizendo, mais uma vez: “Te peguei, hein?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E comecei a ver que era esse o acordo de quem bebe: um dia rindo com o Diabo pra no dia seguinte Deus – e o Diabo – rirem da gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-736166617120757778?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/736166617120757778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/as-lentes-ebrias-do-bem-e-do-mal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/736166617120757778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/736166617120757778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/as-lentes-ebrias-do-bem-e-do-mal.html' title='As lentes ébrias do bem e do mal'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-8651983021180547045</id><published>2010-10-11T23:49:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T19:27:40.406-07:00</updated><title type='text'>Do desejo</title><content type='html'>&lt;em&gt;Quando ele vem:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me deseja, que seja com calma&lt;br /&gt;Porque o desejo, pra não morrer,&lt;br /&gt;Sabe morder a alma&lt;br /&gt;E a alma não sabe esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quando ele vai:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a vida é passageira&lt;br /&gt;Mais ainda é o cortejo&lt;br /&gt;Tanto que não sei &lt;br /&gt;se fui eu que passei&lt;br /&gt;Ou se o que passou &lt;br /&gt;foi o desejo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-8651983021180547045?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/8651983021180547045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/do-desejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8651983021180547045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8651983021180547045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/do-desejo.html' title='Do desejo'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-4252477969852190415</id><published>2010-10-05T10:26:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T10:27:46.940-07:00</updated><title type='text'>"Quem anda atrás/ de amor e paz/ não anda bem"</title><content type='html'>Quis te odiar, mas você não deixou. Me prometeu o pote de amor no fim do seu arco-íris psicodélico, cheio de fantasias e feitiços; me fez correr feito louca, tentando alcançar essa chegada. Esse final. Tentando te alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quis te amar, mas você não deixou. Sempre escorregadio. Tão certeiro em cada flechada que me acertou cabeça e coração, me conquistando com sua cultura e com seu carinho. Como pode ser normal alguém que não sabe usar vírgulas me trapacear com palavras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de amar, se armou. Se eu tento escrever você fala (bem), se eu tento dançar você toca (bem), se eu tento sair você chega (bem). Você é bom e eu sou boazinha demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sertão sentimental que você me jogou, ainda disfarço tentando não me derreter com suas miragens de amor, com a doçura das suas palavras que se desmancham no ar antes de me tocarem os sentidos... e eu, curiosa que sou, me pego pensando: até onde ele vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vá, querido. Saia do conforto do seu reinado e vá se aventurar nos desertos da alma, se perder em novos desafios. Te perdôo por me usar, por me subestimar e por não me querer conhecer em toda a minha infinitude pessoal e intransferível. Quanto a minha deusa, eu já não sei. Ela rodou a baiana avisando que vai querer uma oferenda magrela: você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Tem gente que entra na nossa vida pra ser amada. Outras, só pra se transformar em Literatura mesmo.)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-4252477969852190415?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/4252477969852190415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/quem-anda-atras-de-amor-e-paz-nao-anda.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4252477969852190415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4252477969852190415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/quem-anda-atras-de-amor-e-paz-nao-anda.html' title='&quot;Quem anda atrás/ de amor e paz/ não anda bem&quot;'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-5924151215763929652</id><published>2010-10-01T21:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-01T22:02:03.041-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;&lt;em&gt;“Pouco amor não é amor.”&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #38761d; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nelson Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;É preciso estar atento e forte&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;pra reconhecer que existem mil razões pra se estar com alguém. Do tesão ao tédio, do interesse a insegurança, dos feromônios aos fetiches, do egoísmo ao exibicionismo; motivo não falta pra que uma pessoa faça sentido em determinado momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas aí entra a doença do amor. Como disse Gullar, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa?” &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se alguém soubesse como se dá, não duvido que muitos tomariam vacina – mas que doença inesquecível, Gullar! Que bom é, de uma hora pra outra, sentir o toque do que é divino e eterno, etéreo e infinito. Bom é, por 1 dia, um ano (chega a tanto, o tal do amor?) sentir que talvez a vida não tenha mesmo sentido, mas que a falta de sentidos que o amor causa é bom demais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Seria&amp;nbsp;leviano da parte do meu&amp;nbsp;coração se eu&amp;nbsp;não reconhecesse o porém do amor: doença particular e de tipo pessoal, tô pra ver quem encontre amor correspondido. Cada um ama de um jeito – SE amar! Quantos namoros e casamentos são sustentados pelo amor incondicional de uma das partes, amor quiçá platônico, com a criminosa condescendência do lado privilegiado de carinho? Melhor: quantas vezes pusemos certos alguéns em nossos altares sagrados, fazendo inimagináveis concessões de corpo e de alma – cegos o suficiente pra não percebermos a indiferença de nossos adorados deuses? É: elevar alguém a deus é condenar o nosso próprio amor a viver numa dimensão abaixo do ser adorado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vai: a maioria de nós sabe dizer por quem jogaria tudo pro alto, trocaria de nome. E se quando nós desencantamos de alguém não entendemos por que diabos haveríamos de achar aquela pessoa perfeita, o pior é não desencantar e ver que a outra pessoa até nos achava uma boa companhia, mas era apaixonada pelo ex, odiava quando fazíamos sexo – e a gente perdoando cada defeito enorme sem pestanejar! Eu concordo, Gullar: o amor é uma doença como outra qualquer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Doença irônica: enquanto eu o amava, ele amava sua ex, que já tava com o outro, que olhava pra outra, que já tinha namorado... namorado que eu roubei e que me amava, mas eu ainda amava o outro. O amor é como uma quadrilha qualquer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Se é crime prosseguir por preguiça uma relação com alguém que nos ama, eu não sei e certamente seria difícil criar uma lei para punir esses casos. Mas deixe-me romancear: crime mais grave ainda é não amar. E isso eu nem sei como é, mas conheço gente que não ama e que diz que o mundo parece meio chato e simples demais...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-5924151215763929652?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/5924151215763929652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/pouco-amor-nao-e-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5924151215763929652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5924151215763929652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/10/pouco-amor-nao-e-amor.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-732641546630279770</id><published>2010-09-08T12:16:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T12:16:13.866-07:00</updated><title type='text'>Era como se o amor doesse em paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Quis te odiar de cara: agressivo, metido, cínico, ... e lá se vão características más com a doce perversão da virilidade. Você era bom naquilo que eu amava e não dominava, meu bom capoeira; você invadiu o meu ego, o meu território, o meu campo de visão: ou eu te odiava ou me apaixonava por você...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Te odiei sinceramente, até o dia em que você foi inventar de, além de viril, ser interessante e me dar atenção. Minhas barreiras são sensíveis ao hálito do perigo: me desmontei, deixei partes minhas pela sua casa, e mal tive coragem de olhar pra trás e constatar que queria ficar inteira. Mas você chamou “Carolina” e o chamado faz girassol com o olhar, que se volta sem se dar conta. Você gritou “Carolina” e eu olhei em paz, já sem armas, sem tempo pra me importar: já te amava. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-732641546630279770?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/732641546630279770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/09/era-como-se-o-amor-doesse-em-paz.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/732641546630279770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/732641546630279770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/09/era-como-se-o-amor-doesse-em-paz.html' title='Era como se o amor doesse em paz'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-4988885024640478106</id><published>2010-08-29T18:19:00.001-07:00</published><updated>2010-08-29T18:21:23.183-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: red; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Você tem fome de quê?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não há nenhuma outra fome&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nenhuma outra sede&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E nenhum outro nome mais maldito&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Do que o nome do amor:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esse mantra cruel que injetaram na nossa cultura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Alegando ser cura pra incompletude natural do homem,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esse ideal romantizado pelo Romantismo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que os poetas povoaram de lirismos que peguei na mão;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Essa doença que nos atiraram feito sina bandida,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E que quando não-cumprida vira pesadelo ou canção;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esse vício embrenhado de falso heroísmo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;De falso altruísmo e de falso cinismo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(porque é verdadeiro o desespero que dá);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esse toque que entra no sangue, que entra na carne&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que vira tortura cravada no ar;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esse desejo animal e divino de ser o outro,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ter o outro, comer o outro até acabar;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Esse sonho que foge no escuro, que deixa silêncios,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E que ninguém sabe bem como realizar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E é por sofrer dessa lepra incurável&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Impalpável, indomável e – meu Deus! – insuportável&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;É que decidi saciar minha fome maldita&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Com a concreta fome-de-comida alheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E eu, que já quisera amor de uma nota só&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Percebi que eu podia amar o mundo inteiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Com a doação menos poética e romântica do mundo, companheiros:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #38761d;"&gt;Dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-4988885024640478106?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/4988885024640478106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/08/voce-tem-fome-de-que-nao-ha-nenhuma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4988885024640478106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4988885024640478106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/08/voce-tem-fome-de-que-nao-ha-nenhuma.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-1604909968552169012</id><published>2010-08-01T11:35:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T11:58:15.185-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='insônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adulto'/><title type='text'>"Sou uma criança, não entendo nada"</title><content type='html'>Eu só sei que cresci porque as pessoas não parecem mais eternas e porque meus assuntos limitaram-se desincrivelmente – por que quando eu era criança e adolescente eu poderia falar horas sobre (o) nada com qualquer pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só sei que eu cresci porque o tempo corre afobado e as tardes não parecem mais longuíssimos repousos discretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só sei que cresci porque esqueci como é que faz pra se apaixonar – e antigamente eu tinha que aprender a parar, louca apaixonada que eu era, por tudo e por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra de quando a gente conhecia alguém e numa conversa já queria levar a pessoa pra vida inteira? De quando a gente desviava a rota pra não passar na frente de quem a gente gostava? De quando não ir numa festa parecia punição eterna... Dos dias passados em claro por causa de tristezas nobres, de noites macias que viram pedaços de céu tatuados na memória, de tardes jogadas em almofadas e travesseiros, de saudades que pareciam fatais – pra algumas quase que fiz testamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fico aqui, vivendo do mais ou menos, me alimentando de felicidades diárias que não dão massa nem pros sonhos de uma semana inteira. E o pior: não dói. Vou processar quem me anestesiou da vida, que adulto adora um processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu costumava gostar dos processos, de ver as coisas sendo: casulo ainda não-borboleta. De tanto ver as coisas crescendo eu também cresci; cresceram os olhos pros fins, deixando de lado os meios - e olha que do fim espero ainda estar longe, e ser muito menos adulto quando ele chegar (espero, porém, que sem fraldas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me tira o sono (adulto cristão = insônia culposa) é que eu só sei que eu cresci porque ainda existe uma criança que me grita todos os dias aqui dentro, que quando lê Vinicius de Moraes chora por causa do seu antigo grande amor, que gosta de pegar chuva só para girar e desobedecer, que adora brincar nos meus olhos e que me lembra sorrindo, arteira e artista, que de nada valerão os meus dias se eu não puder compartilhá-los com outras crianças, escondidas em outros adultos, talvez tão desolados e perdidos quanto eu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-1604909968552169012?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/1604909968552169012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/08/estalo-adulto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1604909968552169012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1604909968552169012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/08/estalo-adulto.html' title='&quot;Sou uma criança, não entendo nada&quot;'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-4514834000119022675</id><published>2010-07-02T17:52:00.000-07:00</published><updated>2010-07-02T17:56:36.279-07:00</updated><title type='text'>Mundo do sentimento</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;(ou sentimento do mundo às avessas)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a mente pede um pensamento pleno&lt;br /&gt;Pra me amanhecer solar;&lt;br /&gt;Quando a noite pára na corda-boba do tempo&lt;br /&gt;Me perguntando com o que sonhar;&lt;br /&gt;Quando passa um desejo qualquer-coisa&lt;br /&gt;E eu continuo sentindo a mesma coisa&lt;br /&gt;De antes&lt;br /&gt;De hoje&lt;br /&gt;De sempre&lt;br /&gt;--- sinto muito:&lt;br /&gt;(ainda) sinto (só) você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-4514834000119022675?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/4514834000119022675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/07/mundo-do-sentimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4514834000119022675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4514834000119022675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/07/mundo-do-sentimento.html' title='Mundo do sentimento'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-4708465249253936189</id><published>2010-05-18T10:07:00.000-07:00</published><updated>2010-08-01T11:46:40.490-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='delírios'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="COLOR: rgb(68,68,68);font-family:Tahoma, Verdana, Arial, sans-serif;font-size:13;"  &gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="MARGIN: 0px 0px 1.35em"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"    style="font-family:Calibri;font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;Palavra de mulher&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="MARGIN: 0px 0px 1.35em"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal;font-family:Calibri;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:100%;color:#993300;"&gt;Aqui: vem, entra. Aqui que minha mulher poética habita - e é nesse nada bidimensional que eu vou te prender também... pensa que eu não vi? Você foi mas se ficou em epifanias miúdas que engrandecem com o luar, em doçuras solares que me queimam cantarolando inocências. E o que não vi eu sei que ficou também, como sua boca no meu pescoço; temo que nem queira vir busca-la, você que já aprendeu a cantar e comer com os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="ecxMsoNormal" style="MARGIN: 0px 0px 1.35em"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: normal;font-family:Calibri;" &gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:100%;color:#993300;"&gt;Antes de entrar, deixa tua malícia de mulher de lado que eu não gosto de competição. Não me elogie tanto assim, que eu me embaraço de me derreter em estrelas, e viro vassalo ao avesso quando finjo que não piro. Vem, deita e não dorme, que esse teu espírito feminino pode sugar as poesias da minha mulher quando eu fechar os olhos e delirar de você. Vem, meu homem, mas não sorria: estou de luto porque já me apaixonei demais. Venha despido que suas flores machucam meu ego já entorpecido, venha e me tire o vinho da ideia, dizendo coisas amargas como frutos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-4708465249253936189?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/4708465249253936189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/05/palavra-de-mulher-aqui-vem-entra.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4708465249253936189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4708465249253936189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/05/palavra-de-mulher-aqui-vem-entra.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-2725026347718566135</id><published>2010-05-06T18:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-06T18:47:29.884-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beleza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saudade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Poemando&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#33ccff;"&gt;musicalmente&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;em prosa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Tinham se conhecido no dia anterior. Conversaram por horas incansáveis, mas alguns assuntos tinham ficado engasgados, desejosos de serem apalpados, espraiados, devorados. É, a gente sabe: conversa boa nos lembra aquela brincadeira boba que o Tempo faz de sair correndo quando a gente o quer bem parado, tão deslumbrado quanto a gente. O cara ainda não sabia muito bem o que ela lia, mas arriscaria que ela tinha comido o mundo e o cuspia casualmente em metáforas. Ela não perguntou se ele ligava pra futebol e preferiu acreditar que ele não podia ser flamenguista. Eles só conversaram sobre música, musicalmente. A voz dela, melodia inevitavelmente doce, parecia revelar segredos muito antigos, escrachando charme até dizendo as horas. Desdobrando atés, digo até que, um dia, ela disse assim, com os olhos revirados por pura pose: "eu tolero Los Hermanos." E ele, fã incondicional? E ele, fascinado demente? Ele achou ótimo; ele podia suportar viver sem, ele podia ouvir escondido. Além do mais, se ela tolerava, podia tocar no violão "Casa pré-fabricada" ou "Último romance", quem sabe ela não se interessava? Qualquer verbo ficava ótimo na ponta da língua dela, achou uma graça ela tolerar alguma coisa com os olhos tão dançantes. Uma graça.&lt;br /&gt;Feito o convite à música, mesmo antes da alvorada chegaram Cartola, Beatles, Chico, Vinicius, Cazuza, Lenine, Elis, Caetano, Noel, e lá se foi outra noite. Era hora de outros lirismos, mas eles não conseguiam. Até que pronto -----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo falou por eles. E se o beijo era assim, tão eloquente, o que poderia ser tão diferente a ponto de afasta-los? Não conseguiam - e nem deveriam tentar, pelo amor de Deus - pensar em nada mais perfeito. Não conseguiram, não tiveram ânimo de ver qualquer filme – tinha história melhor que a deles? – nem peça de teatro, nem exposição de arte. Foram pra cachoeira. Lá se lavaram do mundo, tiraram a roupa e fizeram um poema.&lt;br /&gt;Um lindo poema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O amor é de desvarios e navios queimados, sim, mas deixa seus diamantes enterrados pra quem quiser ver. E você, que me deu "um céu de diamantes", deve lembrar que continua povoando bobagens líricas e tão vagamente ficcionais como essa. Pra você, amigo, esse poema que virou Cecília, essa Cecília que virou poema e que não pára de se reescrever.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-2725026347718566135?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/2725026347718566135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/05/poemando-musicalmente-em-prosa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2725026347718566135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2725026347718566135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/05/poemando-musicalmente-em-prosa.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-4964357449678184652</id><published>2010-04-24T09:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T09:55:10.218-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Notas de Dindi&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;(para Ana, minha eterna Dindi)&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;“Ah, Dindi&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Se soubesses o bem que eu lhe quero&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;O mundo seria Dindi...”&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Dindi – Tom Jobim &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Depois de Pasárgada, paraíso inventado de Bandeira que se realizou na imaginação de tantos outros também, me veio Dindi, oásis de Tom, através da Ana, meu porto-seguro amistoso. A primeira vez que a música (me) tocou fez com que eu construísse a imagem de uma Dindi-mulher, em uma serenidade sereia, com toques bucólicos de verde e mar. E o poeta que pedia “Se um dia você for embora, me leva contigo, Dindi...” também dizia que essa Dindi não existia, como não existem a maioria dos seres amados, que nada mais são que projeções nossas. Pois logo me projetei num amor estranho por essa música. Não sei se por Dindi ou se por suas notas não-verbais; era um platonismo dengoso e estranho de amar o que não se pode abraçar com a carne. Dei pra projetar a paixão da leitura na paixão de Dindi e passei a ler sobre a música. Mas não é que meu ideário, tão previsivelmente romântico, se enganara quando construíra Dindi como mulher? Dindi era uma encosta, na qual Tom gostava de ficar e projetar seu amor... E foi através dessa redescoberta que eu amei de uma forma ainda mais divina essa encosta, que existe atrás do quintal de cada um ou num cantinho mágico da nossa poesia interna e eterna; essa encosta que amamos como não amaremos mais ninguém porque só ela pode nos responder com silêncio e com o amor que nós mesmos damos; essa encosta que, já tatuada em mim, um dia tatuarei na pele, pra que eu lembre pra todo o meu sempre que o amor perfeito dói – mas dói em paz.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-4964357449678184652?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/4964357449678184652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/04/notas-de-dindi-para-ana-minha-eterna_24.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4964357449678184652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4964357449678184652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/04/notas-de-dindi-para-ana-minha-eterna_24.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7129698800394165416</id><published>2010-04-06T12:43:00.000-07:00</published><updated>2010-04-06T16:41:00.736-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Every woman is a black magic woman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantos anos de luta, as mulheres conseguiram o que elas queriam: o direito de ter libido, sem precisar ser aquele ser que precisa ser conquistado e dar pro cara quase como uma recompensa. O que poucas pessoas vêem é que isso é uma evolução e tanta também pra alguns homens que não se vêem como machos-alfas da espécie e não precisam mais se sentir na obrigação de satisfazer todas as fêmeas necessitadas que vierem requisitar os seus serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, depois de tantos anos de lutas internas e de me virem falar Pagu, Frida Kahlo, Simone de Beauvoir, Edith Piaf, Leila Diniz, me permito também, como elas, ser mulher e acima de tudo ser humano, com os meus desejos, fraquezas, purezas e perversões. Me permito me ser, aceitando que nem todos verão uma genuína força feminina desabrochando nos meus olhos - sim, toda mulher quer ser deusa e, às vezes, é só "uma garota, na frente de um garoto, pedindo pra que ele a ame". Me permito ser rejeitada sem me odiar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quer saber de uma coisa? No fundo a mulher ainda não sabe lidar com a rejeição do seu corpo, coisa que os homens encaram muito bem. Portanto, não se assustem... quando uma mulher é rejeitada, Afrodite veste seu vestido vermelho e vem brigar com o Cupido por aqui. &lt;br /&gt;Os indícios mais comuns de sua presença são danças sensuais, bebida, acertos de conta ousados, provocações e charme, muito charme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não a culpem. Afrodite nunca foi rejeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não me culpem. Qualquer desvario romântico, qualquer olhar perigosamente sensual da minha parte, já saibam: é minha Afrodite rodando a baiana, cheia de brasileirismos e com licença pra sambar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7129698800394165416?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7129698800394165416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/04/every-woman-is-black-magic-woman-depois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7129698800394165416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7129698800394165416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/04/every-woman-is-black-magic-woman-depois.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-9073282300858388735</id><published>2010-03-14T09:37:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T15:58:57.415-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#009900;"&gt;Fingindo que tem manual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt; "O trânsito contorna a nossa cama&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;  Reclama&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;  Do nosso eterno espreguiçar"  (Samba e amor - Chico Buarque)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;Se vai assim: primeiro a gente aceita a languidez do "eterno espreguiçar", passando pelo agradável susto de estar vivo; depois tem o banho pra desamassar o corpo, seguido do espelho, pra que a gente vislumbre e guarde nossos traços cada vez mais cheios de história; e, por fim, o café e o pão, pra nos aquecer e confortar pro mundão-de-fora.&lt;br /&gt;Uma vez acordado, há luta. Financeira, intelectual, amorosa, social, transcendental, reflexiva, institucional, e mais outros abismos mil. E quem não quer desafio, que fique no sofá, debaixo da cama, em cima do muro ou na porta de casa... quem não quer desafio, que nem se seja, porque as batalhas começam desde que tomamos consciência: eu &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;sou.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;&lt;br /&gt;E na luta, em todas elas, há de se ter alguma coisa aqui dentro que nos seja oásis secreto, razão de vida (ou só do dia - só, até, do momento), algo que transborde como música tocando bem alto pra invadir com poesia todos os nossos cantinhos realistas demais -------- de preferência que seja amor de todos os jeitos e sem arestas pontiagudas demais, porque prevenir tristezas (repentinas ou não) é coisa seriíssima.&lt;br /&gt;O que não se conta muito é que sempre acontece alguma horinha do nosso dia em que a gente cansa de ser. Às vezes por tédio, por cansaço, por solidão, por preguiça, por desilusão, por carência, por saudade, por vontade, por confusão, por falta de caminhos ou por tudo isso junto pesando sobre os ombros (e a gente pensa: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;eles sempre foram assim tão fracos?&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;E aí, quem sabe? Que hajam pequenas surpresas - conversas macias, almoços deliciosos, temperinhos na tarde, caminhadas tranquilas, mar, cachoeira, beijos, abraços, ligações, risadas e tudo isso que se mete na nossa dura rotina como intruso mas, na verdade, salva e motiva essa Deusa das obrigações.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;E quando Morfeu vier nos hipnotizar pra nossa breve morte diária e não houver outro jeito senão se entregar, que tudo passe como flashes - sejamos bons editores, também - e que seja bom. Mas se não for, que a gente abandone a ética e manipule os sonhos. Pra que no dia seguinte, nessa nova vida que vem cada vez que os olhos abrem, o espreguiçar tenha um quê sensual de satisfação, e que esse quê fique como um sorriso nos lábios, e o dia recém-nascido nos venha sacudir de novo com mais fome ainda de viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;E o segredo é que se vai assim: ... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#666600;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-9073282300858388735?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/9073282300858388735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/03/fingindo-que-tem-manual-se-vai-assim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/9073282300858388735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/9073282300858388735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/03/fingindo-que-tem-manual-se-vai-assim.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-2600125077032037880</id><published>2010-03-08T22:07:00.000-08:00</published><updated>2010-03-08T22:31:56.156-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mortes lentas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amores impossíveis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esperas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'courier new';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;ESPERAR É UM SACO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#996633;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;não só por ser chato e tedioso, mas simplesmente porque você poderia estar fazendo outra coisa – e não está. E o pior é que chega uma hora em que se está tão concentrado na espera que já não é mais possível fazer qualquer outra coisa. Desde esperar um ônibus, que tira a leveza de qualquer conversa, à espera mais ingrata de todas: esperar um ser humano, que é alguém tão instável e contraditório quanto você.&lt;br /&gt; No mundo ideal não haveria esperas, porque só faríamos o que estivesse em sintonia conosco e porque “o tempo não pára”. E, com o tempo – e com a tecnologia também – existem mesmo mais formas de esperar sem ter que esperar, vide conversas-de-celular no ônibus, iPods, palm tops, livros fast-food pra devorar em qualquer lugar, textos da faculdade, relatórios do trabalho e outras coisas feitas (também) pras pessoas parecerem mais sérias e menos desocupadas. E, nesse ponto, devo confessar que não me cabe ser revolucionária. É que, às vezes, distrações forçadas evitam pequenos suicídios do dia-a-dia (porres, comédias românticas ruins, compulsões alimentares) e perdas desnecessárias de dignidade (telefonemas, choros, serenatas e declarações de quem está obviamente descontrolado). Às vezes, e só às vezes, esses refúgios baratos podem (ou parecem) ser tudo o que nos resta. Mas sim, existem alguns últimos masoquistas que não sabem atuar pra si mesmos e curtem a espera até o fim (nisso se inclui o tipo de pessoa que escreve textos sobre isso)...&lt;br /&gt;Infelizmente (ou não), há toda essa idéia sobre maturidade, que faz com que não fique bem chorar na fila do banco, se matar na sala de espera do dentista ou se declarar pra alguém que obviamente não está afim de você, estragando qualquer remota possibilidade. E é esse bom senso que vamos adquirindo com o tempo, através do qual evitamos situações desagradáveis e nos passamos por seres minimamente equilibrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt; Tudo besteira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando já ia me sentindo mulher feita de vez, me vem de novo você – que não sabe voar nem fazer mágica, mas que eu acho extraordinário mesmo assim, sabe-se lá porquê – tirar minha máscara respeitável, rir dos meus olhos de menina, me beijar e ir embora, e me lembrar que não importa o quanto se aprenda, tem sempre alguém que, quando vem, nos faz esperar sem nem ao menos ter pedido, e faz com que todas as outras coisas e pessoas do mundo, nem que seja por um instante, pareçam tão banais que não mereçam nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas tudo bem; eu espero que passe. Ou só espero...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-2600125077032037880?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/2600125077032037880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/03/esperar-e-um-saco-nao-so-porque-ser.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2600125077032037880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2600125077032037880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/03/esperar-e-um-saco-nao-so-porque-ser.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-4753035936105526317</id><published>2010-02-21T15:44:00.001-08:00</published><updated>2010-02-22T22:00:43.926-08:00</updated><title type='text'>"Pra te lembrar"</title><content type='html'>Minha vida, como todas as outras, é feita de um mar irreversível de lembranças. Enquanto algumas pessoas caem pro lado sépio da própria história, ignoro a nostalgia para que eu reveja minhas memórias tais quais filmes favoritos, e dá-se então o milagre: revivo a atmosfera de combinações condicionais que fizeram um momento ser do jeito que foi. Coisa que congelo com cuidado e sem medo, respeitadora das minhas metamorfoses, sem ousar pretender resgatar antigos ares no plano real: o alinhamento dos mundos não se repete, porque as possibilidades são irresistivelmente infinitas. Que fiquem as pessoas, as músicas e os lugares, cada um sendo pleno em sua unidade, contanto que estejamos prontos a saborear todo tipo de mistura, e assim nossos rios correrão tranqüilos. &lt;br /&gt;   Pecado mais grave que o da nostalgia é, porém, deixar de visitar – sentimentos-vivos que somos! – alegrias e emoções que bem souberam nos marcar. E por isso escrevo. Por isso deixo rastros pela casa, guardo bilhetinhos de cinema, registro sensações mesmo em carne viva, mergulho no passado cheia de curiosidade de mim. E bastaria uma gota de perfume ou um fio de cabelo pra recuperar nossos filmes-de-vida, nossas histórias em quadrinho, contos de fada e anedotas inacreditáveis, responsáveis por construir dentro de nós uma vibração só nossa e que, se quisermos, podemos doar em abraços. Se assim soubermos fazer, seguiremos deslumbrados e apaixonados pelo que fomos, pelo que somos; pelo intenso mistério do desconhecido, impalpável e – se Deus quiser – eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Cecília também brinca de colorir verdades, &lt;span style="font-style:italic;"&gt;escrevo porque a vida não é o bastante&lt;/span&gt;, perdoem se surgirem flores demais)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-4753035936105526317?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/4753035936105526317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/02/pra-te-lembrar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4753035936105526317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/4753035936105526317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/02/pra-te-lembrar.html' title='&quot;Pra te lembrar&quot;'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7864697151042345265</id><published>2010-02-07T08:58:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T10:07:02.921-08:00</updated><title type='text'>Aviso aos navegantes</title><content type='html'>Eu abri a porta, dançando&lt;br /&gt;Seu sorriso rodopiando no ar&lt;br /&gt;(Que, por sinal, era perfumado)&lt;br /&gt;: eu tive vontade de calar&lt;br /&gt;É que, Cecília, se não me escutas&lt;br /&gt;é porque "na tua presença&lt;br /&gt;palavras são brutas"&lt;br /&gt;E é que seus drinks coloridos&lt;br /&gt;Não param de me tomar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda que fosse noite&lt;br /&gt;Que fosse sábado&lt;br /&gt;Ainda que fosse errado&lt;br /&gt;Ainda que não fosse nada&lt;br /&gt;Tinha gosto de primavera&lt;br /&gt;Trapaceando o calor do verão&lt;br /&gt;E me tocou à flor da terra&lt;br /&gt;Com o feitiço do violão&lt;br /&gt;(Poesia rima com samba?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, num outro sábado&lt;br /&gt;Já me enriquece outro instante&lt;br /&gt;Porque você já me emudeceu de novo&lt;br /&gt;Já fez a sua parte dançante&lt;br /&gt;Já tem a sua parte em mim&lt;br /&gt;-------e agora parte, distante.&lt;br /&gt;Me partindo sem contar&lt;br /&gt;Se o sorriso era só seu&lt;br /&gt;Ou se tinha nele alguma coisinha&lt;br /&gt;Alguma rima um tanto minha&lt;br /&gt;Que eu possa guardar de você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7864697151042345265?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7864697151042345265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/02/aviso-aos-navegantes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7864697151042345265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7864697151042345265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/02/aviso-aos-navegantes.html' title='Aviso aos navegantes'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-1436412990491600902</id><published>2010-01-17T14:12:00.000-08:00</published><updated>2010-01-17T14:17:41.038-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Anti&lt;/span&gt;-&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;guerra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu armada com sorriso de mais um café&lt;br /&gt;E você já moldando abraço de ir embora.&lt;br /&gt;Mas – ufa – era só por causa da hora.&lt;br /&gt;Então eu pedi uma ligação e te abracei&lt;br /&gt;Sã – sem charme de solidão.&lt;br /&gt;Você saiu, eu pedi, eu sorri&lt;br /&gt;Mas você não ligou.&lt;br /&gt;E ainda que esse filete amargo&lt;br /&gt;Ameace estrago nesse meu licor&lt;br /&gt;Sinto que é azul a sua ausência&lt;br /&gt;Sinto que é azul esse amor&lt;br /&gt;Que aprendeu a voar&lt;br /&gt;E ainda assim&lt;br /&gt;Ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Porque todo mundo sabe que é gostoso viver o momento, mas que é muito melhor quando ele é inesquecível o suficiente pra ficar. =)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-1436412990491600902?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/1436412990491600902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/01/anti-guerra-eu-armada-com-sorriso-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1436412990491600902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1436412990491600902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/01/anti-guerra-eu-armada-com-sorriso-de.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-8145816011652448348</id><published>2010-01-10T21:49:00.000-08:00</published><updated>2010-01-10T22:06:43.204-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>“ sabe que o meu gostar de você chegou a ser amor, pois eu me comovia vendo você (…) meu deus, como você me doía de vez em quando. eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça. então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calado um tempo enorme só olhando você, sem dizer nada, só olhando e pensando: meu deus, mas como você me dói de vez em quando."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;caio fernando abreu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;[Quando um poeta quer dizer, ele cria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quando ele dá de sentir, precisa de outro poeta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Pra soprar poesia por ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;de Moraes, de Barros, de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Abreu, Bandeira, Meireles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quintana, Leminski, Buarque&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Obrigada pelo chá lírico e quente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Se não é pedir muito, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Recolham os cacos, as lágrimas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;E usem - não faz falta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A favor de vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quero uma flor, um mês&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Um pintor e o português&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Para que esse amor, como o poeta dizia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Em vez de virar raiva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Vire poesia. (acho que virou)]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-8145816011652448348?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/8145816011652448348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/01/sabe-que-o-meu-gostar-de-voce-chegou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8145816011652448348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/8145816011652448348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/01/sabe-que-o-meu-gostar-de-voce-chegou.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-1755688530238414526</id><published>2010-01-01T17:56:00.001-08:00</published><updated>2010-01-01T17:58:07.846-08:00</updated><title type='text'>Abafado cristalino</title><content type='html'>Tenho paixão sem jeito pelo calor. Só a própria palavra já precisa ser abanada, tamanha a vibração que causa nas pessoas – e, vibrando nele, a gente transborda. O que me alivia é o suor metafísico levando os pensamentos contraídos e exageradamente atentos; se desfaz em mim tudo que é denso demais.&lt;br /&gt;   Escrevo em expansão, sabendo que o calor dispensa qualquer descrição porque é matéria poética palpável; inspiração úmida, livre de qualquer amarra verbal. Até o abraço, carinho nobremente elevado na escala da satisfação, flui mais seguro e firme, sem muita frescura. E se teoricamente desfavorecido pela temperatura desconfortável, dança em gargalhadas nas entrelinhas. Os corpos veraneiam entre si e tudo que sorri fica 10 anos mais jovem – as crianças, em sua sábia simplicidade, ficam atemporais.&lt;br /&gt;   Mergulho, sem medo, na tentação ensolarada de falar na paixão pelo calor; no calor da paixão. Mergulho intenso no ébrio, no veranoso, nas ondas. Mergulho no que exige um retorno pra que eu não me afogue nem me queime. Me molho nos 10 segundos culpados pelo tesão, me seco nos 40 graus cariocas e o mais lindo é o momento que fica suspenso no ar, sem preocupações, acima das camadas pesadas do inverno. Só tem medo quem não sabe nadar.&lt;br /&gt;   É por isso que eu, corajosa, me atiro na energia quente que o céu azul dá, certa de que se põe com o Sol minha alegria para pairar sobre mim à noite, já enluarada e cheia de feitiços suaves. Mato minha sede no calor, esgotando minhas forças até que elas se multipliquem coloridas ao meu redor. E quando é o calor que morre, me purifico e evaporo até chegar a você, nuvem tímida que sou; e ainda que saibamos arder irremediavelmente bem, vemos se reduzir a pó a luxúria, o fogo, o efêmero.&lt;br /&gt;   Porém é aí que surpreendemos a todos florindo juntos, chovendo juntos. Cansada a paixão, nos entregamos à infinita maré do amor, que não tem estação, nome nem sexo; se satisfaz assim, no prazer contínuo da liberdade, e desse jeito seguimos: amantes tranqüilos, eternos, equatorizados.&lt;br /&gt;   Tenho paixão sem jeito pelo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pela boa energia dos verões apaixonados... (e outonos, invernos, primaveras...)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-1755688530238414526?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/1755688530238414526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/01/abafado-cristalino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1755688530238414526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/1755688530238414526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2010/01/abafado-cristalino.html' title='Abafado cristalino'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-7905842541925740221</id><published>2009-12-19T20:35:00.001-08:00</published><updated>2009-12-19T20:35:59.293-08:00</updated><title type='text'>Dando a luz</title><content type='html'>Que meu sentimento me ilumine: o parto é sempre seriíssimo. Não, não faça dengo, você vai sair de mim pra respirar em palavras, você precisa se vestir dos meus verbos pra que eu te admire meu – essa é meu modo lírico de te fazer meu, pelo tempo em que eu conseguir te tornar poesia – minha águia linda, venha, me beije, me bique, me tenha... – inverto?! Ora, se não sou eu que já me faço sua através das minhas palavras traiçoeiras, que jogam tão pouco a favor do meu ego inseguro... “cretino”, você.  Toma, isso é seu.&lt;br /&gt;Toma... (já) sou tua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-7905842541925740221?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/7905842541925740221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/12/dando-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7905842541925740221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/7905842541925740221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/12/dando-luz.html' title='Dando a luz'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-5149352207015441731</id><published>2009-12-05T07:04:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T07:11:42.717-08:00</updated><title type='text'>O amor dos anjos nas verdades do Poetinha ou de Vinicius</title><content type='html'>Tem essa horinha assim em que Deus vem, todo sem jeito, me pedindo que entregue seu corpo de vez. Eu fico toda dor, que saudades vou ter do jeito que você tem de se ser, dos seus olhos que sabiam ser irresistivelmente doces – e dos sorrisos sapecas, e dos gestos eloquentes, e de todos os clichês apaixonados de Leoni – e eu já num anúncio do vazio de você.&lt;br /&gt;Mas eu acato. Te acato, Deus. Te acato de olhos fechados pra que as lágrimas não te apiedem. Te acato porque a paixão enlouqueceu o amor, e ele chora inconformado quando o sexo vira duelo. Te acato sempre, porque esse meu amor é humano também, e a hora da morte é com Teus anjos; acato.&lt;br /&gt;E então dá-se o que transcende. Vejo o corpo dele brilhando em glória, e aquele segundo em que ele é deus e homem, no desembaraço da alma e do que perece. Ele sente o momento e seu olhar é quase um grito, meu Deus, tira essa imagem de mim pra que não corrompam os olhos doces.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Foi. Tão lindo que me deixou de herança o amor, já divinizado e sem carne.&lt;br /&gt;Olha, meu amor, eu te prometo cuidar desse sentimento-luz, das suas palavras suspirantes, dos nossos filhos-poemas, das nossas tantas músicas e das estrelas do meu terraço. Prometo não bagunçar minha memória poética, e Clarice já prometeu me ajudar a não me perder. Prometo ser pôr-do-sol e não me abandonar de pirraça, porque é me sendo que ainda te sou. E, por fim, prometo o que sempre buscamos e que mal sabíamos que não é nessa terra de Santa Cruz que se consegue ------ prometo o (nosso) amor em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-5149352207015441731?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/5149352207015441731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/12/o-amor-dos-anjos-nas-verdades-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5149352207015441731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/5149352207015441731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/12/o-amor-dos-anjos-nas-verdades-do.html' title='O amor dos anjos nas verdades do Poetinha ou de Vinicius'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-6318168733058973999</id><published>2009-11-25T16:26:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T16:27:06.041-08:00</updated><title type='text'>Segredando...</title><content type='html'>Pontinhos mal-iluminados que somos, meu Deus, e o Senhor ainda inventou de nos dar essa mania de querer brilhar. Grandiosidade pelas estradas, tropeçamos num existencialismo que dá e não passa, em dias de muito sol ou sol nenhum, em milagres que doem desde o começo por causa dessa maldita efemeridade. O que resta é a brincadeira de embaçar a vista, plantar bananeira, beber a cerveja com os amigos tal qual ritual muito secreto, pertencente a essas últimas pessoas que ainda não desistiram de ser feliz. O que resta é não acordar de manhã, mas também não dispensar a magia indolente da tarde, enquanto o corpo se alimenta de preguiça pra receber o ar sensual da noite. O que resta somos nós pra nós mesmos.&lt;br /&gt;   Pontinhos tão metidos a espertos. Enrolados em analogias, metáforas, eufemismos, sambas-canções, promessas, pecados, joguinhos, desaforos e falsidades. E quem é brega e dispensa analogias, metáforas, eufemismos, sambas-canções (hm.. sambas-canções não), promessas, pecados, joguinhos, desaforos e falsidades, se mete até em amor. Com esse ou sem, paira sempre um abrangente paradoxo em tudo que fazemos, somos, ou pensamos em fazer e pensamos que somos: o paradoxo da multilateralidade. Somos pequenos, atômicos, mas muito cheios de lados. Uns lados bem podres – que bom que maldade não apodrece o corpo nem faz ninguém cair do pé... ou não.&lt;br /&gt;   Pontinhos que vão perdendo a inocência, que vão se perdendo, que vão vivendo em vão, que vão; pontinhos que se acham exclamações, pontinhos que se acham ainda menores do que já são; pontinhos e as reticências da vida. Mas o segredo, segredo mesmo, quem já viveu sabe: Deus fala baixinho no ouvido dos apaixonados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-6318168733058973999?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/6318168733058973999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/11/segredando.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6318168733058973999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6318168733058973999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/11/segredando.html' title='Segredando...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-3184916171013836992</id><published>2009-11-22T15:40:00.006-08:00</published><updated>2009-11-22T16:05:01.525-08:00</updated><title type='text'>Das decepções inesperadas e das minhas respostas para elas</title><content type='html'>Vem o encanto&lt;br /&gt;Vêm músicas doces, talvez suspiros&lt;br /&gt;Vôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que de humano é divinamente respeitável?&lt;br /&gt;Minhas asas de mãe se abrem curiosas para o desfile da criatividade humana, e de suas tão docemente desculpáveis contradições - umas nem tanto. E pelo "umas nem tanto" eu pauso o passeio, dou de ombros e caio em outra direção, sem deixar de acreditar que há um suspiro eterno no final de algum arco-íris rudimentar e metafísico. Quem não sabe enxergar o charme dessa insanidade fingida, desses desvarios planejados pra me libertar, fica sem a magia que guardo na alma - até porque a cidade é perigosa, e há muitos olhos gordos e armados por aí pra que eu a levasse como um diamante no colo...&lt;br /&gt;O que de humano é absolutamente intragável?&lt;br /&gt;Te olho, meiga. Perdôo traições - sôu = vôo. "Fazer o bem sem holofotes", dizem os anjos baixinho pra mim, e é quase uma arrogância não cobrar de ti o mesmo. Deixo as lágrimas dos desencontros nas letras de fôrma - sim, me permito isso porque elas são minhas, porque são abstratas e porque jamais usarão seu nome, que é bruto demais pro lirismo delas.&lt;br /&gt;Ah, vá, procure beleza onde quiser. Continue a se encantar, deslumbrar - e olha, quando o pára-quedas não funcionar, não tenha vergonha de me pedir o feitiço pra não deformar sua essência na queda. E nem precisa agradecer: dispenso rancor por saúde e por falta de lugar no meu coração. Afinal, só quem ama sabe que o amor é leve coisa nenhuma e que amor demais não mata, mas ocupa um espaço que só...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-3184916171013836992?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/3184916171013836992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/11/das-decepcoes-inesperadas-e-das-minhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/3184916171013836992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/3184916171013836992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/11/das-decepcoes-inesperadas-e-das-minhas.html' title='Das decepções inesperadas e das minhas respostas para elas'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-6435581875767093126</id><published>2009-10-27T18:12:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T19:35:04.176-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paraíso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manoel de Barros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='brincadeira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='encontro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beijo'/><title type='text'></title><content type='html'>Quero brincar de&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;encontros&lt;/span&gt;. Não daqueles formais e adultos - passo as 9, vamos jantar?, vou te levar ao teatro - mas daqueles que, por pretensão tão mais sublime e grandiosa, não há o espectro do beijo e o sexo é brincadeira boba de quem não sabe ver o &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;sol &lt;/span&gt;nascer. Não, não vou de carro, quero ir andando. Quero ir saltitando. Quero ir correndo sem orgulho nenhum - de preferência prum abraço... Quero tomar sorvete, e tem que ser de morango porque é mais bonito. Quero guerra! De almofada, de cosquinha, de riso, de água... e que as pazes sejam feitas com olhares longuíssimos, e quem desistir primeiro é a mulher do padre.&lt;br /&gt;Quero desenhar a quatro mãos (ou a doze bilhões de mãos, por que não? Um encontro mundial...). Pintar o sete, a cara, a parede, o mundo, o meu coração. Me sujar de lama, de vida, de um amor que de tão puro me dói e me marca.&lt;br /&gt;Ver filme só se for com muita pipoca, protegida por um mar de lençóis. O violão só pode surgir a favor do momento, sendo proibidas canções que não saibam do &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;amor&lt;/span&gt;. As questões graves podem entrar em cena escoltadas por risadas, mas bem escondidas nas entrelinhas porque as nuvens não gostam de peso e ninguém é bobo de querer ser expulso do paraíso. Bem pode-se chorar quando o tom róseo surgir no céu como um desatino, mas é essencial não cansar os olhos porque eles são bons pra namorar... e os relógios são péssimos pra quem quer entrar em transe.&lt;br /&gt;Olha, vamos combinar. Eu levo &lt;span style="color:#009900;"&gt;Manoel de Barros&lt;/span&gt; com a gente, você leva uns biscoitos amanteigados. Umas histórias engraçadas pra quando faltar assunto, e umas estrelas pro nosso silêncio compartilhado. Eu levo uma melodia pra cantarolar e você a coragem pra me dar a mão - mas se não tiver sobrando, deixa que eu levo a minha. Ó, a gente tem também que levar uma criatura imaginária pra gente rir dela, e fazer carinho depois, fingindo que não é o outro que morremos de vontade de acariciar.&lt;br /&gt;Vai, somos crianças. Quando a gente cansar nosso bom senso, a gente se perde de corpo e se beija de alma. &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Quer encontrar comigo...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para um casal lindo e gracioso que me fez desenhar e sorrir em pleno Jardim Botânico, atemporais e assexuados, me lembrando que ser namoro ou amizade, mulher ou homem é muito chato. Bom mesmo é ser só gente. E quando isso também cansar, "a gente vira desenho"... &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-6435581875767093126?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/6435581875767093126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/10/quero-brincar-de-encontros.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6435581875767093126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6435581875767093126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/10/quero-brincar-de-encontros.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-6239671528401105379</id><published>2009-10-14T16:59:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T17:00:13.344-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='feliz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Das esperas...</title><content type='html'>Esperando por conversas intermináveis no meio da tarde, quando o silêncio róseo nos lembra a pureza do amor; por noites de gala que, de tão estreladas, não sabem parar de dançar na memória; por banhos de mar que acordem o Sol e os ossos, os políticos e Iemanjá; por um emprego macio que ainda mais me humanize, sendo meu dever seriíssimo assistir o pôr-do-sol; por água gelada pra alma depois de atravessar tantos sertões de mim; por um xote tão bem conduzido que eu precise de massagem pra abrir os olhos; por um perfume-de-sonho que venha escondido até mim e se apaixone, adocicando pra sempre meu rosto; por um jeito de dizer “não” que seja quase um “sim” de tão leve; por contínuos desejos. Por uma vida assim, que de tão imprevisível e tão indecifrável, continua a me tornar a pessoa insatisfeita mais feliz do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-6239671528401105379?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/6239671528401105379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/10/das-esperas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6239671528401105379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/6239671528401105379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/10/das-esperas.html' title='Das esperas...'/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1409929398443618073.post-2225559549013666519</id><published>2009-10-09T13:27:00.000-07:00</published><updated>2009-10-09T13:30:24.612-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='beijo'/><title type='text'></title><content type='html'>Que passa, o que. Não passa. Eu mudo, meu playlist muda, meu cabelo muda, já to na faculdade e não passou. Desde então, já tentei ser descolada, desiludida, boêmia, lésbica, assexuada e nada. Ele fica. (Ele) dói.&lt;br /&gt;   É que quando nosso mundo brilha, pára e os planetas se alinham, a gente já sabe: é amor. Quem nunca sentiu, reconhece. Quem acha já ter sentido, se desengana. Então Deus se ri, daquela risada escancarada, desce e põe na nossa certidão: “de amor”. Ou marca com um coração o quadradinho de “razão da existência”, coisas assim. Ele faz de tudo: pinta nome em arco-íris, joga a pessoa no nosso primeiro pensamento da manhã e a gente pensa: ta tudo acertado. A gente pensa? A gente é feliz sem pensar.&lt;br /&gt;   Resultado: amor por tardes chuvosas de sexta, por domingos inacabáveis, por varandas estreladas, por coquetéis chatíssimos (com ótimos esconderijos), por ‘bom-dia’, por beijo de ‘boa-noite’, por violão, por chafariz, por Paris, por qualquer lugar com a pessoa, por qualquer lugar onde ela tenha passado, por qualquer referência a pessoa; por saber que ela existe – e com ela, existir também.&lt;br /&gt;   Calha da gente renascer, e aí sim pode-se não amar ou até mesmo amar de novo – e fênix que somos, arriscaremos serem familiares os sinais – sorte de quem guarda forças na alma pra se reconstruir em migalhas de desamor.&lt;br /&gt;    E é por isso, é por isso que se deve morrer de amor demais. Porque não passa. Porque é pra sempre. Então quem sabe numa nova primavera, ou quem sabe nosso amor também não brinca de renascer e nos aviva outra vez...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1409929398443618073-2225559549013666519?l=notasdedindi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://notasdedindi.blogspot.com/feeds/2225559549013666519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/10/que-passa-o-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2225559549013666519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1409929398443618073/posts/default/2225559549013666519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://notasdedindi.blogspot.com/2009/10/que-passa-o-que.html' title=''/><author><name>Carolina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18012752432093923183</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-0VM3EbfJvMM/TjcrmMdVGbI/AAAAAAAAACw/5dPlyd31w1g/s220/klint1cr1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
